Maxixe · Cavaquinho
Batida de maxixe no cavaquinho: palhetada sincopada
A batida de maxixe no cavaquinho em 2/4: palhetadas curtas nos bordões fazem o baixo (B), a batida vai para baixo (↓) e para cima (↑) e os golpes abafados (x) seguram o ritmo. Tempo a tempo, uma marca por semicolcheia: Bx(↓)↑ (↓)↑↓x. Ouça aqui no navegador, ajuste o andamento de 50 a 200 BPM e acompanhe a grade, que marca cada subdivisão.
Resumo sonoro
Maxixe se toca com uma batida baixo-e-acorde — 2/4, reto (subdivisões iguais) — para o cavaquinho: os bordões (B) levam golpes curtos de palheta e o acorde (A) completo responde. Na prática, soa: B↓ (x) (A↓) A↑ (A↓) A↑ A↓ (x).
Como contar
São 2 tempos por compasso (2/4), divididos em semicolcheias (quatro por tempo). Fale os tempos: 1 e i a, 2 e i a. Marque o tempo com o pé e siga a grade: cada quadro vale uma subdivisão.
A grade rítmica
B = bordões (palhetada curta ↓ nas duas cordas graves) · A = acorde · ↓ para baixo · ↑ para cima · x = abafado · (x) = fantasma (raspada leve)
A direção ↓/↑ segue a convenção da arcada (ᴨ para baixo, V para cima; Ribeiro 2017). O golpe curto nos bordões (TU) segue Rego 2010. Os toques abafado e fantasma seguem Cantalice 2022.
Como tocar
Mão direita
A palheta divide o cavaquinho em graves e agudas: nos B, desça curto só pelas duas cordas graves; nos A, toque o acorde inteiro — é essa troca que dá o desenho da levada. Nas batidas (x), encoste a mão nas cordas ao atacar: sai um grave abafado, sem altura definida.
Mão esquerda
Mantenha o acorde bem pressionado durante todo o padrão — a esquerda manda na altura, a direita no compasso. Só solte a forma no fim do compasso, antecipando a mão para a próxima. Nas batidas abafadas (x), alivie a pressão dos dedos sem tirar do braço: as cordas param de soar mas seguem sob os dedos, prontas pro próximo acorde.
Exemplo em G
No G, o baixo (B) cai na nota Ré, a nota mais grave do acorde, na corda grave: solte-o no tempo e deixe o acorde (A) G completar em seguida. Use o diagrama e o exemplo em áudio.
Erros comuns
- Baixo e acorde saírem juntos. O baixo (B) vem antes; o acorde (A) responde depois. Se colam, o groove some — separe as duas mãos no tempo.
- Esquecer o abafado. As batidas (x) não são acorde: são percussão. Sem elas, o balanço vira uma batida lisa e sem vida.
- Bater para cima com a mesma força da descida. A batida para cima (↑) é mais leve e pega só as agudas — força igual engrossa e atrasa.
- Correr nas subdivisões. Quanto mais rápido o padrão, mais fácil adiantar — segure o andamento no metrônomo antes de acelerar.
Treino guiado
- Só o baixo. Toque apenas os B (polegar), bem devagar, sentindo cada nota cair no tempo.
- Isole o acorde. Deixe o baixo de lado e toque só os A, sentindo onde eles respondem.
- Some as duas vozes. Baixo e depois acorde, sempre nessa ordem, lento, até sair sozinho.
- Coloque o abafado. Adicione os x encostando a mão nas cordas — é a percussão que dá o balanço.
- Feche com o metrônomo. Ande devagar primeiro e vá subindo o BPM só quando o padrão sair limpo.
Você já entende a lógica da levada. Agora é pôr no tempo: ouça o padrão, siga a contagem e pratique devagar até o baixo e o acorde ficarem separados no tempo. No Cifra & Braço, o Metrônomo e o Treino de ritmo ajudam nesse treino, grátis.
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