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Cifra & Braço
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Tipos e qualidades de acordes: o guia completo para entender maj7, m9, add9, 13 e muito mais

Você encontra uma cifra como Cmaj7, Am9, Fm6 ou G13 e entende onde colocar os dedos, mas não sabe exatamente o que essas letras e números significam? A resposta está nas qualidades, extensões e alterações dos acordes — a estrutura interna que define a identidade, a tensão e o movimento de cada acorde.

Esses símbolos não são apenas nomes diferentes para posições no instrumento. Eles descrevem a estrutura interna do acorde: quais intervalos estão presentes, quais notas definem sua identidade, quanta tensão ele produz e que tipo de movimento harmônico tende a criar.

É por isso que C, Cmaj7, Cadd9, C6/9 e Cmaj9 partem da mesma fundamental, mas não provocam a mesma sensação. Cada um acrescenta uma combinação diferente de estabilidade, abertura, cor e tensão.

Neste guia, você vai entender:

O que é a qualidade de um acorde?

A qualidade descreve a estrutura intervalar principal de um acorde em relação à sua fundamental.

Em C, a letra C indica a fundamental: Dó. A ausência de outro modificador normalmente indica uma tríade maior:

C = C – E – G = 1 – 3 – 5

Em Cm, o m informa que a terça é menor:

Cm = C – Eb – G = 1 – b3 – 5

A mudança de apenas uma nota transforma a qualidade do acorde. A terça maior de C é substituída pela terça menor de Cm, modificando sua identidade e sua percepção sonora.

No uso cotidiano, é comum chamar maj7, m7, m9, 6 e 13 de "tipos de acordes". Isso funciona para comunicação prática. Tecnicamente, porém, esses símbolos combinam elementos diferentes:

Portanto, a expressão mais precisa para o conjunto é qualidades e estruturas de acordes.

"Família de acordes" é a mesma coisa?

Não exatamente.

O termo família de acordes costuma ser usado para agrupar acordes por relação funcional. Em uma tonalidade, por exemplo, podemos falar em:

Também é possível usar "família de Dó" informalmente para reunir C, Cm, C7, Cmaj7, C6, Cadd9 e outras variações da mesma fundamental. Mas esse uso é menos preciso.

Para símbolos como maj7, m9, m6 e 13, prefira:

Como um símbolo de acorde é construído

A maioria das cifras pode ser compreendida por esta estrutura:

fundamental + qualidade-base + sétima ou extensão + alterações + baixo

Exemplo:

Cmaj9(#11)/E

Esse símbolo informa:

A fórmula teórica é:

1 – 3 – 5 – 7 – 9 – #11

Em Dó:

C – E – G – B – D – F#

Na execução real, nem todas essas notas precisam aparecer. Em um instrumento de harmonia acompanhado por baixo, a quinta pode ser omitida. A fundamental também pode ficar com o baixista.

O símbolo descreve a identidade harmônica, enquanto o voicing descreve as notas e oitavas realmente tocadas.

Essa diferença é essencial: acorde e desenho não são a mesma coisa.

Identificar Acorde — Achou uma forma no seu próprio braço? O app diz que acorde é · ver no Cifra & Braço

As principais categorias de acordes

Não existe uma lista universal e fechada contendo todos os símbolos possíveis.

As cifras são combinatórias: uma qualidade-base pode receber extensões, alterações, omissões, inversões e diferentes grafias.

Ainda assim, é possível organizar praticamente todo o vocabulário usado na música tonal, modal, popular e jazzística em categorias claras.

1. Tríades básicas

As tríades são formadas por três notas estruturadas, em geral, por empilhamento de terças.

TipoSímbolo em DóFórmulaNotasCaracterística geral
MaiorC1–3–5C–E–Gestável, claro
MenorCm1–b3–5C–Eb–Gintrospectivo, melancólico
DiminutoCdim ou 1–b3–b5C–Eb–Gbinstável, tenso
AumentadoCaug ou C+1–3–#5C–E–G#suspenso, expansivo

A maior e a menor formam o centro da maior parte do repertório tonal.

A diminuta é muito usada como acorde de passagem ou de aproximação. A aumentada costuma aparecer em movimentos cromáticos, dominantes alteradas e transições dramáticas.

2. Acordes suspensos e power chords

Nos acordes suspensos, a terça é substituída.

Como a terça é o intervalo que normalmente determina se o acorde é maior ou menor, a suspensão produz uma sonoridade mais aberta.

TipoSímboloFórmulaNotas em DóUso comum
Suspenso 2Csus21–2–5C–D–Gpop, folk, country e introduções
Suspenso 4Csus41–4–5C–F–Gpreparação e resolução para C
Power chordC51–5C–Grock, riffs e sonoridade neutra

Csus4 frequentemente resolve em C, com a nota F descendo para E.

Esse pequeno movimento já cria uma narrativa harmônica: tensão e repouso.

O power chord não possui terça. Por isso, sozinho, não é maior nem menor.

3. Acordes com notas adicionadas

O termo add indica que uma nota foi acrescentada sem implicar uma sétima.

TipoSímboloFórmulaNotas em Dó
Maior com segunda adicionadaCadd21–2–3–5C–D–E–G
Maior com quarta adicionadaCadd41–3–4–5C–E–F–G
Maior com nona adicionadaCadd91–3–5–9C–E–G–D
Menor com nona adicionadaCm(add9)1–b3–5–9C–Eb–G–D

A diferença entre add2 e add9 está principalmente na forma como a nota é entendida e distribuída.

As duas correspondem à classe de altura D em um acorde de C, mas 2 sugere uma disposição mais próxima da fundamental, enquanto 9 preserva a ideia de extensão composta.

Na prática, add9 é uma das melhores maneiras de enriquecer uma tríade sem aumentar demais a tensão. Ele funciona muito bem em pop, country, worship, MPB e sertanejo romântico.

Em vez de apenas decorar Cadd9, observe a relação entre C, E, G e D. O símbolo, a fórmula e a posição no braço contam a mesma história — quando você as lê juntas, o acorde deixa de ser um desenho isolado.

4. Acordes com sexta

Os acordes com sexta acrescentam a sexta maior à tríade.

TipoSímboloFórmulaNotas em Dó
Maior com sextaC61–3–5–6C–E–G–A
Menor com sextaCm61–b3–5–6C–Eb–G–A
Maior 6/9C6/91–3–5–6–9C–E–G–A–D
Menor 6/9Cm6/91–b3–5–6–9C–Eb–G–A–D

C6 tende a soar mais quente e conclusivo do que Cmaj7.

C6/9 combina estabilidade com abertura e é muito usado em bossa nova, jazz, country sofisticado e arranjos românticos.

Cm6 possui uma cor particularmente expressiva. Ele pode funcionar como tônica menor refinada, como acorde de passagem ou como subdominante menor.

Um movimento clássico é:

Cm – Cm(maj7) – Cm7 – Cm6

A linha interna desce cromaticamente:

C – B – Bb – A

Esse tipo de condução de vozes produz uma sensação dramática sem exigir mudanças bruscas de fundamental.

5. Acordes com sétima

As sétimas ampliam a tríade e são fundamentais para definir função e direção harmônica.

TipoSímboloFórmulaNotas em DóTendência
Maior com sétima maiorCmaj7, C7M, CΔ71–3–5–7C–E–G–Btônica sofisticada
Dominante com sétima menorC71–3–5–b7C–E–G–Bbtensão e resolução
Menor com sétima menorCm71–b3–5–b7C–Eb–G–Bbsuavidade, predominante
Menor com sétima maiorCm(maj7)1–b3–5–7C–Eb–G–Btensão interna e caráter dramático
Meio-diminutoCm7(b5) ou Cø71–b3–b5–b7C–Eb–Gb–Bbpredominante menor
Diminuto com sétima diminutaCdim7 ou C°71–b3–b5–bb7C–Eb–Gb–Asimétrico e altamente tenso

Maj7 não é o mesmo que 7

Essa é uma das diferenças mais importantes da cifra.

Cmaj7 contém B natural:

C – E – G – B

C7 contém Bb:

C – E – G – Bb

O primeiro pode funcionar como acorde de repouso. O segundo normalmente possui caráter dominante e tende a conduzir para outro acorde, como F.

C7 → F

A terça de C7, E, tende a subir para F. A sétima, Bb, tende a descer para A.

Esse movimento contrário explica boa parte da força da resolução dominante.

Círculo de Quintas — Veja o campo harmônico da tonalidade e os dominantes secundários · usar no Cifra & Braço

6. Acordes estendidos: 9, 11 e 13

Depois da sétima, o empilhamento de terças continua:

Em notação tradicional de cifras, 9, 11 e 13 normalmente implicam a presença da sétima correspondente.

TipoSímboloFórmula teórica
Maior com nonaCmaj91–3–5–7–9
Dominante com nonaC91–3–5–b7–9
Menor com nonaCm91–b3–5–b7–9
Dominante com décima primeiraC111–3–5–b7–9–11
Menor com décima primeiraCm111–b3–5–b7–9–11
Dominante com décima terceiraC131–3–5–b7–9–11–13
Maior com décima terceiraCmaj131–3–5–7–9–11–13
Menor com décima terceiraCm131–b3–5–b7–9–11–13

O símbolo não obriga a tocar todas as notas

Um C13 completo teria sete notas, mas o músico raramente toca todas ao mesmo tempo.

Em um contexto com baixo, um voicing de C13 pode conter apenas:

Bb – E – A

Essas notas representam:

A terça e a sétima definem a função dominante. A décima terceira fornece a cor.

A fundamental pode ser tocada pelo baixo, e a quinta pode ser omitida.

Essa economia é uma característica da boa condução de vozes. A sofisticação não vem da quantidade máxima de notas, mas da escolha das notas certas.

Por que Cmaj11 costuma ser problemático?

Em Cmaj11, a terça E e a décima primeira F formam um intervalo de semitom.

Dependendo do registro e do voicing, esse atrito pode soar excessivamente fechado.

Por isso, em muitos contextos, utiliza-se:

Cmaj9(#11)

A nota F é substituída por F#, criando uma sonoridade lídia mais aberta:

C – E – G – B – D – F#

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7. Acordes alterados

Uma alteração modifica cromaticamente um grau do acorde.

As alterações mais comuns são:

SímboloFórmula essencialUso típico
C7(b9)1–3–5–b7–b9dominante dramática e resolução para menor
C7(#9)1–3–5–b7–#9blues, rock, soul e tensão agressiva
C7(#11)1–3–5–b7–#11dominante lídia e substituição de trítono
C7(b13)1–3–5–b7–b13dominante escura e resolução menor
C7(#5)1–3–#5–b7dominante aumentada
C7alt1–3–b7 e alterações de 5 e 9indicação aberta de dominante alterada

C7alt não descreve uma única coleção fixa.

Ele informa que a dominante deve receber alterações, geralmente envolvendo a quinta e a nona. Em um sistema didático ou de análise, é melhor registrar as alterações exatas sempre que forem conhecidas.

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8. Inversões e slash chords

O símbolo após a barra indica a nota mais grave.

C/E

Significa um acorde de C com E no baixo. Como E é a terça de C, trata-se da primeira inversão.

C/G

É C com G no baixo, a segunda inversão.

Mas nem todo slash chord é apenas uma inversão:

Gm/C

Aqui, a tríade de Gm está sobre o baixo C. Essa estrutura pode funcionar como uma dominante suspensa de C, dependendo do contexto.

Slash chords são muito importantes para:

Exemplo:

C – G/B – Am – Am/G – F

O baixo desce:

C – B – A – G – F

A progressão parece mais contínua porque a linha do baixo passa a ter direção própria.

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9. Estruturas quartais, quintais, clusters e poliacordes

Nem todo acorde é construído principalmente por terças.

Acordes quartais

São construídos por sobreposição de quartas:

C – F – Bb

Produzem sonoridade aberta, modal e moderna. Aparecem em jazz, trilhas, fusion, gospel e arranjos contemporâneos.

Acordes quintais

São construídos por quintas:

C – G – D

Soam amplos e fortes, mantendo relação com power chords e texturas abertas.

Clusters

São agrupamentos de notas próximas, geralmente por segundas:

C – D – Eb

Podem criar tensão, densidade ou delicadeza, dependendo do registro e da dinâmica.

Poliacordes

São combinações de dois acordes percebidos simultaneamente, como uma tríade sobre outra.

São mais comuns em arranjos, jazz moderno, música orquestral e linguagem cinematográfica.

Essas construções não devem ser confundidas com qualidades convencionais como maior, menor ou dominante. Elas descrevem outra forma de organizar o material sonoro.

10. Sonoridades funcionais especiais

Alguns nomes de acordes dependem da tonalidade e da função, não apenas das notas absolutas.

É o caso de:

Em Dó menor, por exemplo, o acorde napolitano costuma ser uma tríade maior sobre o segundo grau rebaixado:

Db – F – Ab

Sua forma tradicional em primeira inversão coloca F no baixo:

F – Ab – Db

Ele normalmente atua como predominante e conduz para a dominante.

Não se trata de uma "qualidade napolitana" independente da tonalidade, mas de uma interpretação funcional contextual.

Quantos tipos de acordes existem?

A resposta depende do que você está contando.

Se contarmos apenas as qualidades-base, o conjunto é relativamente pequeno. Se incluirmos:

então o número cresce rapidamente.

Por isso, uma enciclopédia séria não deve tratar cada símbolo possível como uma espécie isolada.

O modelo mais consistente é:

  1. identificar uma estrutura-base;
  2. aplicar operações sobre os graus;
  3. registrar o baixo;
  4. preservar a grafia original;
  5. analisar função e contexto separadamente.

Assim, C7(b9,#11)/E não precisa ser armazenado como um item desconectado.

Ele pode ser entendido como:

Essa forma de pensar também facilita a aprendizagem: em vez de decorar centenas de nomes, você aprende a construir e interpretar os símbolos.

Tabela prática dos acordes mais importantes

A lista abaixo cobre o núcleo mais útil para acompanhamento, composição e arranjo tonal.

SímboloNomeFórmulaFunção ou aplicação recorrente
Cmaior1–3–5tônica, subdominante ou dominante conforme o grau
Cmmenor1–b3–5tônica menor, relativo menor ou predominante
C5power chord1–5riffs e texturas sem terça
Csus2suspenso 21–2–5abertura e ambiguidade
Csus4suspenso 41–4–5preparação para a terça
Cadd9maior com nona adicionada1–3–5–9enriquecimento sem sétima
Cm(add9)menor com nona adicionada1–b3–5–9cor menor aberta e emotiva
C6maior com sexta1–3–5–6tônica quente, canção, choro e country
Cm6menor com sexta1–b3–5–6tônica menor refinada ou subdominante menor
C6/9maior com sexta e nona1–3–5–6–9repouso sofisticado
Cmaj7maior com sétima maior1–3–5–7tônica ou subdominante sofisticada
C7dominante com sétima menor1–3–5–b7tensão que tende a resolver
Cm7menor com sétima menor1–b3–5–b7segundo grau, sexto grau ou tônica modal
Cm(maj7)menor com sétima maior1–b3–5–7tônica menor dramática
Cm7(b5)meio-diminuto1–b3–b5–b7segundo grau do modo menor
Cdim7diminuto com sétima diminuta1–b3–b5–bb7aproximação e dominante simétrica
Cmaj9maior com nona1–3–5–7–9romantismo sofisticado
C9dominante com nona1–3–5–b7–9blues, funk, choro e dominante ampla
Cm9menor com nona1–b3–5–b7–9profundidade e suavidade
Cm11menor com décima primeira1–b3–5–b7–9–11sonoridade modal e espaçosa
C13dominante com décima terceira1–3–5–b7–9–11–13dominante elegante e completa
Cmaj9(#11)maior 9 com #111–3–5–7–9–#11tônica lídia e brilho sofisticado
C7(b9)dominante com b91–3–5–b7–b9drama e resolução forte
C7(#9)dominante com #91–3–5–b7–#9blues, rock e tensão intensa
C7(#11)dominante com #111–3–5–b7–#11dominante lídia e cromatismo
C7(b13)dominante com b131–3–5–b7–b13resolução escura, especialmente para menor
C/EC com E no baixoacorde + baixoinversão e linha de baixo

Como escolher qual acorde usar

Não existe uma regra do tipo "use m9 três vezes por música".

O uso depende do contexto.

A pergunta correta não é apenas "qual acorde é mais sofisticado?", mas:

Para enriquecer uma tônica maior

Experimente esta progressão de complexidade:

C → Cadd9 → C6 → Cmaj7 → C6/9 → Cmaj9 → Cmaj9(#11)

Isso não significa que o último seja sempre "melhor".

Cada opção tem um comportamento diferente:

Para enriquecer uma tônica menor

Cm → Cm(add9) → Cm7 → Cm6 → Cm9 → Cm11 → Cm(maj9)

Para aumentar a tensão de uma dominante

G7 → G9 → G13 → G7(b9) → G7(#9) → G7(b13) → G7alt

A melhor escolha depende especialmente da melodia e do acorde de resolução.

Em uma resolução para C menor, G7(b9) é particularmente eficaz porque Ab, a b9 de G, pode descer para G ou participar da condução cromática para notas do acorde de Cm.

Para criar movimento sem trocar a harmonia superior

Use inversões e baixos de passagem:

C – C/B – Am7 – Am7/G – Fmaj7

O ouvido percebe uma linha descendente mesmo quando parte do material harmônico é preservado.

Exemplo de progressão romântica, dramática e sofisticada

Considere:

Cmaj9 – E7(b9)/G# – Am9 – Gm9 – C13 – Fmaj9 – Fm6 – C/G – A7(b9) – Dm9 – G13 – C6/9

Cmaj9

Estabelece uma tônica maior romântica.

A sétima maior e a nona ampliam a tríade sem retirar seu caráter de repouso.

E7(b9)/G#

Funciona como dominante secundária de Am.

O G# no baixo cria uma aproximação ascendente para A. A b9 intensifica o drama.

Am9

Recebe a resolução com suavidade.

A nona B pode ser mantida como nota comum ou linha interna.

Gm9 – C13

Forma uma preparação ii–V em direção a F.

É uma tonicização temporária do quarto grau.

Fmaj9

Produz expansão lírica.

Em seguida, Fm6 transforma o quarto grau maior em subdominante menor emprestada.

Fm6

A nota Ab introduz o empréstimo modal.

Na passagem de Fmaj9 para Fm6, A pode descer para Ab, enquanto E pode descer para D, a sexta maior do acorde menor.

Essas linhas cromáticas e diatônicas produzem uma mudança expressiva sem romper a continuidade.

C/G

Retorna à tônica com G no baixo, mantendo sensação de movimento e evitando uma conclusão completa antecipada.

A7(b9) – Dm9

A7(b9) atua como dominante secundária de Dm9.

G13 – C6/9

G13 cria uma dominante rica, mas não excessivamente agressiva.

C6/9 conclui com estabilidade, calor e abertura.

O resultado não depende apenas dos nomes. A unidade vem das linhas internas, das notas comuns e das resoluções por semitom.

Ao estudar uma progressão como essa, toque cada acorde isoladamente, depois acompanhe apenas o baixo e, por fim, observe uma voz interna. Esse processo transforma uma sequência de cifras em compreensão harmônica.

Cadências — A harmonia chega num ponto de repouso aqui — ouça cada tipo de cadência e treine o ouvido · ver no Cifra & Braço

Acordes com as mesmas notas podem ter nomes diferentes?

Sim.

C6 contém:

C – E – G – A

Am7/C também contém:

C – E – G – A

As notas são as mesmas, mas a interpretação pode mudar.

Se C é percebido como fundamental e o acorde funciona como tônica maior com sexta, o nome C6 é adequado.

Se A é percebido como fundamental e C está apenas no baixo, Am7/C pode ser mais informativo.

Outro exemplo:

Cm6 = C – Eb – G – AAm7(b5)/C = C – Eb – G – A

A escolha depende de:

Portanto, reconhecer as notas não encerra a análise. O contexto define o nome mais útil.

Quais notas podem ser omitidas?

A resposta varia conforme o acorde e o arranjo.

Em geral:

Em G13, um pianista pode tocar B–F–E, enquanto o baixista toca G.

O acorde continua claramente dominante porque B e F formam o trítono definidor, e E fornece a décima terceira.

Quanto usar acordes sofisticados?

Use o suficiente para ampliar a expressão, não para esconder a música.

Uma harmonia pode parecer sofisticada com poucos recursos bem conduzidos:

Acrescentar extensões a todos os acordes pode reduzir o contraste. Se tudo possui máxima densidade, nenhuma sonoridade se destaca.

Uma estratégia eficiente é criar níveis:

  1. mantenha alguns acordes simples;
  2. escolha pontos estruturais para extensões;
  3. concentre alterações nas dominantes;
  4. use inversões para conduzir o baixo;
  5. preserve notas comuns;
  6. verifique se a melodia aceita a extensão.

A melodia sempre tem prioridade.

Um C6 contém A natural. Se a melodia sustenta Ab, haverá conflito — que pode ser expressivo ou inadequado, dependendo da intenção.

Como estudar qualidades de acordes sem apenas decorar

Para cada tipo de acorde, estude seis dimensões.

1. Fórmula

m9 = 1 – b3 – 5 – b7 – 9

2. Notas em uma fundamental conhecida

Em C:

Cm9 = C – Eb – G – Bb – D

3. Som

Compare Cm, Cm7, Cm9 e Cm11 sem mudar o baixo.

4. Função

Descubra quando o acorde funciona como tônica, predominante, dominante, empréstimo modal ou acorde de passagem.

5. Condução de vozes

Observe quais notas permanecem e quais se movem para o acorde seguinte.

6. Voicings no instrumento

Toque mais de uma posição.

Um mesmo acorde pode soar fechado, aberto, grave, brilhante, denso ou transparente.

A aprendizagem fica mais sólida quando símbolo, fórmula, audição e execução são estudados juntos.

Escala — A escala inteira no braço — em caixas ou três notas por corda; nos modos maiores, no violão/guitarra em afinação padrão, com as formas CAGED nomeadas · praticar no Cifra & Braço

Nomenclaturas equivalentes mais comuns

As cifras não são totalmente padronizadas. O mesmo acorde pode aparecer com símbolos diferentes.

Formas encontradasSignificado
Cm, Cmin, C-Dó menor
Cmaj7, CM7, C7M, CΔ7Dó maior com sétima maior
Cm7(b5), Cø7Dó meio-diminuto
Cdim7, C°7Dó diminuto com sétima diminuta
Caug, C+Dó aumentado
C7(#5), C+7, Caug7dominante com quinta aumentada
Csus, Csus4suspenso 4, conforme a convenção

Um bom leitor de cifras deve reconhecer aliases, mas uma publicação ou aplicativo deve escolher uma convenção principal e aplicá-la com consistência.

No Brasil, 7M é bastante comum. Em materiais internacionais, maj7 tende a ser mais explícito e interoperável.

Uma solução equilibrada é aceitar ambos e exibir a convenção escolhida pelo usuário.

Perguntas frequentes

Maj7, m9 e m6 são famílias de acordes?

O termo mais preciso é qualidades ou tipos de acordes. m9 também envolve uma extensão, e m6 envolve uma sexta acrescentada à estrutura menor. "Família" costuma se referir a função harmônica ou a um agrupamento informal.

Qual é a diferença entre Cadd9 e C9?

Cadd9 é uma tríade maior com nona adicionada (C – E – G – D). C9 é um acorde dominante com sétima menor e nona (C – E – G – Bb – D). A presença de Bb altera completamente a função.

Qual é a diferença entre C6 e C13?

C6 é uma tríade maior com sexta (1 – 3 – 5 – 6). C13, sem outro qualificador, é um acorde dominante estendido (1 – 3 – 5 – b7 – 9 – 11 – 13). Na prática, várias notas podem ser omitidas, mas a sétima menor continua fazendo parte de sua identidade dominante.

C7 é maior ou menor?

A tríade interna é maior, mas a sétima é menor. Por isso, C7 é chamado de acorde dominante com sétima ou maior-menor (1 – 3 – 5 – b7).

Posso omitir a quinta?

Frequentemente, sim. Em muitos acordes com sétima ou extensões, a quinta justa acrescenta pouca informação. A omissão libera espaço para notas mais características, como 7, 9, 11, 13 ou alterações.

Add2 e add9 são a mesma coisa?

Podem usar a mesma classe de altura, mas não são necessariamente equivalentes na escrita e no voicing. add2 sugere a segunda próxima à fundamental; add9 sugere a mesma nota como extensão composta. Em um sistema rigoroso, a grafia deve ser preservada.

Existe uma lista completa de todos os acordes?

Existe um conjunto finito de combinações de classes de altura no sistema de doze notas, mas os nomes e interpretações não formam uma lista simples e universal. Símbolos podem ser gerados por qualidade-base, extensões, alterações, omissões, baixos e contexto funcional.

Qual acorde soa mais romântico e sofisticado?

Algumas opções comuns são maj7, maj9, 6/9, m9 e m6. O resultado depende do voicing, da melodia e da progressão. Isoladamente, nenhum símbolo garante uma emoção específica.

Qual acorde cria mais drama?

m(maj7), 7(b9), 7(b13), diminutos, subdominantes menores e acordes aumentados podem criar drama. A resolução e a condução de vozes são mais importantes do que o nome isolado.

Uma forma mais inteligente de enxergar os acordes

Acordes não são uma coleção de desenhos independentes.

Eles são estruturas formadas por relações intervalares.

Quando você entende que:

você passa a decodificar acordes novos mesmo sem tê-los memorizado antes.

Esse é o salto entre saber uma posição e entender harmonia.

Tem muito mais onde isso veio — e todos cabem no app do Cifra & Braço. Baixe e bom estudo.

Conclusão

Os termos maj7, m9, m6, add9, 13, sus4 e alt fazem parte de um sistema organizado.

Eles informam como uma estrutura-base foi expandida, alterada ou redistribuída.

Para dominar esse vocabulário, não é necessário decorar todas as combinações possíveis.

O caminho mais eficiente é aprender:

A partir daí, acordes complexos deixam de parecer códigos arbitrários. Eles passam a ser variações compreensíveis de estruturas que você já conhece.

Na próxima vez que aparecer Cmaj9(#11)/E, você não verá apenas um nome longo. Verá uma fundamental, uma qualidade, extensões, uma alteração, um baixo e várias possibilidades de condução musical.

Fontes e metodologia editorial

Este guia foi estruturado a partir de uma revisão analítica de padrões de representação de acordes, literatura de harmonia, sistemas de cifra, análise computacional e corpora musicais.

A metodologia separa símbolo, estrutura intervalar, função, voicing e contexto para evitar a mistura entre qualidades de acordes e outras categorias analíticas.

Veja também: Acordes bonitos — shapes bonitos de violão para tocar esses acordes.